Mamãe Goiaba

O que escutei das pessoas quando perdi o bebê?

Oi gente, tudo bem? 🙂

Sim, voltei para mais um post com um tema bem delicado.

Não estou aqui para dizer o que deve ser falado para alguém que acabou de perder um bebê. Estou aqui apenas pra dizer o que eu gostei de ter escutado. O que deixou meu coração menos dolorido naquele momento.

Bom, vocês já podem imaginar a dor que é perder um filho. E não adianta pensar: “mas ainda bem que não nasceu” ou “ainda bem que perdeu ainda grávida, imagina quando perde depois de um tempo de nascido“, enfim, não é assim que funciona. Cada dor é uma dor e é IMENSA.

Eu planejei ter um bebê, vibrei com a surpresa do resultado positivo e sonhei com aquela vida que nascia dentro de mim. Eu fiz planos. Eu escolhi um nome, comprei enxoval, fiz um chá de bebê.

E, de repente, eu o perdi.

Depois da perda o diagnóstico de Incompetência Istmo Cervical, ou seja, eu tinha um problema.

E por aí vai, dor e mais dor. Psicológica, porque física graças a Deus eu não tive.

Pois bem, o que eu escutei e me senti amada e acolhida?

Quando tudo aconteceu eu não quis falar muito, não apenas sobre o assunto, mas sobre tudo. Eu queria ficar quieta e naquele momento pessoas que demonstraram estar perto, sem mesmo dizer muitas coisas, foi o que me confortou.

Além da família (marido, pais, irmãs, sogros, tios), que te confortam só com um abraço e com palavras muito sábias, as pessoas mais próximas (ou mesmo as que não eram tão próximas) apareceram de diversas formas e das formas mais simples:

Gostei de ter recebido telefonemas apenas com a pergunta: eu sei que você não está bem, mas como você está?

Ou flores e cartões com palavras lindas, que não foram ditas pessoalmente, mas que me fizeram pensar “poxa, a pessoa parou o tempo dela para comprar essas flores e escrever isso“.

Apesar de ser clichê gostei de ter escutado “isso é mais normal do que pensamos“. Não sei explicar, mas essa frase me trouxe conforto.

Meu coração explodiu de amor quando escutei “não sei o que dizer, só que sinto muito“.

Dá pra perceber que nada do que gostei de ter escutado foi muito elaborado pelas pessoas, foi apenas um “estou aqui se precisar” e eu tenho quase certeza (quase, porque cada um tem um modo de ser e reagir), que é o que a maioria das pessoas que perdem bebês gostam e se sentem bem ao escutar.

O que eu precisei foram palavras simples, de abraços, ou apenas de olhares de conforto.

Então, se você é amigo ou conhecido de alguém que perdeu um bebê e precisa dizer/fazer algo, diga ou faça o que é simples. Diga palavras simples de conforto, ou se não pensar em nada, não diga nada. Não é errado.

Hoje eu sou a pessoa que diz “sinto muito” ou “passei por isso e estou totalmente disponível se quiser conversar“. Eu não sou de falar muito e talvez por isso eu tenha gostado de escutar as coisas mais simples ou apenas gestos em forma de palavras.

Além disso, vocês já podem ter percebido que eu não citei coisas que não gostei de ter escutado. Cada pessoa que falou algo foi com boas intenções (pelo menos no meu caso), e mesmo que existam pessoas que não saibam se expressar foi para demonstrar carinho comigo e com o meu momento e eu agradeci por cada um que o fez.

Agradeço também por aquelas pessoas que não falaram ou fizeram nada e que apenas muito tempo depois disseram “eu quis lhe dar espaço” ou “eu não tinha o que dizer“.

E tudo bem.

O importante é sentir o carinho das pessoas em um momento tão difícil e delicado, e melhor ainda é compartilhar a vitória com estas mesmas pessoas.

Hoje todos amam a Carol e me parabenizaram pelo nascimento dela quase um ano depois da perda.

E se você que está lendo este post perdeu um bebê por alguma razão (ou até mesmo pela IIC), sinta-se abraçada. Como eu já disse, não sou de falar muito, então o que posso dizer é que sinto muito e não nos conhecemos pessoalmente, mas estou aqui para conversar se precisar, afinal eu senti essa dor.

Obrigada por lerem até aqui.

Beijos, fiquem com Deus e até o próximo post.

Mamãe Goiaba

 

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