Mamãe Goiaba

Ser Mãe é… Sofrer!?

Oiiiiii genteeee!

Demorei, mas voltei. Eu sempre volto. 😉

E tem data melhor pra escrever um post do que Dia das Mães? Acho que não, né? Bom, aqui no Panamá NÃO é Dia das Mães. Aqui este dia é comemorado em 08 de Dezembro. Pois é, mas eu comemoro duas vezes – hahaha – tenho esse privilégio.

Mesmo não sendo esse dia por aqui, resolvi escrever algumas palavras sobre o que EU acho SER MÃE. Eu sou mãe há três anos. E há três anos eu percebi o quanto mãe sofre. É isso, mãe sofre. E eu não estou falando só no sentido ruim da palavra – como se sofrimento tivesse lado bom, mas ok, eu acho que tem em alguns momentos – eu falo também do sofrimento pelos detalhes, pelas surpresas, pelo crescimento deles, pelo desenvolvimento e mais um milhão de coisas que eu citaria. E eu falo por mim. Isso é o que EU acho sobre a maternidade. É um sofrimento eterno, daqueles que preocupam desde o primeiro e último fio de cabelo até a alma.

Assim que a Carol nasceu eu já comecei a sofrer. Eu sabia que ela ia precisar de mim pra sempre, em qualquer sentido, então, começou o sofrimento de: será que eu serei uma boa mãe?

Daí fomos pra casa e começou o sofrimento da amamentação, ou melhor, da falta de leite. Eu não tinha leite. Tomei remédio para aumentar a produção, tomava muita água, enfim, não deu certo. Sofri e muito por só ter conseguido amamentar até os cinco meses.

Quando ela tinha seis meses começamos a introdução dos alimentos. Mais um sofrimento: será que ela vai se alimentar bem? Será que ela vai ser aquelas crianças que não comem nada? Deus, eu quero que ela coma bem! Eu quero que ela tenha uma vida saudável!

Tá, então, quando ela tinha nove meses eu recebi uma proposta de trabalho para mudar definitivamente para o Panamá. E o sofrimento foi geral. Deixar minha família, minha casa, meus amigos, meu país, meu conforto, para enfrentar um país desconhecido com a minha filha bebê e o meu marido. O sofrimento principal era: será que vai ser bom pra ela? Será que ela vai se adaptar? E quando chegar a hora de ir pra escolinha? E o idioma?

E esse momento chegou. E qual é a mãe que não sofre quando o filho vai para a escola pela primeira vez? Eu sofri. Do meu jeito, mas sofri. Não consigo nem colocar em palavras a angústia de deixar a Carol com terceiros e que falam um idioma diferente.

Essa fase passou, ela ama a escola, mas quem disse que os sofrimentos acabam por aí? Veio a necessidade do desfralde. Deus, que fase. A Carol desfraldou recentemente, com três anos. Eu achei que não daria certo, então mesmo antes de tentar eu já sofria. Mas deu certo. Ela está completamente desfraldada – só usa para dormir a noite.

E o sofrimento quando fica doente? Bom, isso eu nem preciso comentar né? Dói na alma. Se eu pudesse trocar de lugar trocaria.

E o sofrimento ao pensar no futuro? De como será daqui pra frente? Ela sem os avós, sem os primos, longe do país de origem etc etc etc.

Quem lê este post pode achar que é um muro de lamentações, mas pra mim, isso é ser mãe. Você chora e ri ao mesmo tempo. Sofre e sofre sem reclamar, porque sabe que é completamente normal passar por cada fase com o coração na mão.

Se ser mãe – para mim – é sofrer, então que Deus me deixe sofrer pra sempre. Eu amo ser mãe, amo esse sofrimento diário que só significa duas coisas: AMOR e ZELO.

Pergunte a qualquer mãe se tudo isso não é verdade? Cada uma tem o seu “ser mãe é… “. O meu é esse e eu amo que seja esse. Se é pra sofrer que seja por amar alguém infinitamente e mais que a si mesmo. É o amar sem querer nada em troca, é o padecer no paraíso, literalmente.

Desejo um FELIZ DIA DAS MÃES, para vocês que são mães, para as que estão grávidas, para as que são mães de anjos (também como eu). Sofram se tiverem que sofrer sem medo. Deixem o medo de lado. Somos mães e somos fortes demais pra deixar nos abalar. Por isso fomos feitas para sofrer, porque aguentamos qualquer coisa. Estamos preparadas (na maioria das vezes) pra tudo. A cada sofrimento ficamos mais fortes. Isso é fato.

E mãe, você que tanto diz que sofreu na vida e eu sei que ainda sofre por tantos motivos, não é? Sei que ter uma filha, uma neta e um genro longe não é fácil. Eu sei que você sofre, mas como eu já disse, é aquele sofrimento normal, de necessidade, de deixar o filho partir quando é o momento. E eu te admiro por isso. Desculpe fazer você sofrer por isso. EU TE AMO.

Um beijo enorme,

Mamãe Goiaba

 

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